Todos deem suas opiniões
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Minha história com a NC
Há aproximadamente seis semanas, conheci uma garota que vou chamar de NC.
No dia anterior, 05/09, havia acontecido um evento de anime na minha cidade. Minha prima foi comigo e, depois, veio para minha casa. No dia seguinte, 06/09, nós fomos à praça do meu bairro, onde havia algumas pessoas brincando. A NC estava lá com a irmã, o namorado da irmã e o irmão.
Acabei me tornando amigo daquele pessoal, principalmente da NC. Minha prima não havia levado o celular e queria pegar o número dela, então, como eu estava com o meu, peguei o contato da NC a pedido da minha prima. A partir daí, nós começamos a conversar bastante.
Durante aproximadamente uma semana, passei a ir à praça todos os dias, principalmente para vê-la. Isso era algo muito incomum para mim, porque eu raramente saía de casa.
Um detalhe importante aconteceu no dia 07/09: um amigo meu de longa data, que vou chamar de Gui, também apareceu na praça. Fazia algum tempo que não nos víamos, e ele já conhecia a NC havia mais tempo do que eu. Guarde isso, porque ele será importante para o restante da história.
Como tudo começou
Em determinado momento, o irmão da NC perguntou se nós estávamos ficando. Respondemos que não, provavelmente porque ainda não havíamos assumido nada, apesar de estarmos bastante próximos.
Naquele mesmo dia, tomei a iniciativa de pedir para ficar com ela. A partir daí, as coisas começaram a acontecer. Nós estávamos apaixonados, mas havia um detalhe que me preocupava: ela era maior de idade, enquanto eu ainda era menor, e existia uma diferença de quatro anos entre nós.
Eu tinha certo receio por me importar com ela e não querer que nosso envolvimento acabasse causando algum problema para ela. Mesmo assim, acabamos nos beijando algumas vezes e, a cada vez que isso acontecia, eu me sentia ainda mais apaixonado.
Continuando a história porque é bem grande
Depois de aproximadamente três ou quatro dias ficando, ela me deu uma xuxinha preta. Na minha região, esse tipo de gesto é considerado algo relacionado a um relacionamento, como uma espécie de símbolo de compromisso para quem ainda não tem um anel.
Fiquei extremamente feliz. Naquele momento, senti que era alguém especial para ela e que nosso envolvimento significava alguma coisa. Eu me sentia o cara mais especial do mundo.
O primeiro momento em que me senti deixado de lado
No dia seguinte, estávamos eu, a NC e o Gui juntos. Foi quando percebi que, além da xuxinha que ela usava no próprio braço, ela havia levado outra e a entregou ao Gui.
Ela explicou para nós dois que aquilo representava apenas amizade. Entendi o que ela quis dizer, mas, mesmo assim, fiquei mal. Aquela sensação de ser especial para ela, que eu havia sentido no dia anterior, começou a desaparecer.
Nós três estávamos sentados na areia, conversando. Eu fiquei quieto e visivelmente abalado. Não estava chorando, mas meu estado era tão perceptível que qualquer pessoa que olhasse para mim provavelmente perguntaria se eu estava bem.
A NC e o Gui também estavam um pouco mal, porque estávamos conversando sobre assuntos sérios. Entretanto, aquela situação mexeu comigo de uma maneira diferente.
Quando comecei a conhecer a NC, eu já estava emocionalmente abalado. Havia acabado de sair de um relacionamento conturbado, no qual acabei machucando uma pessoa que amava. Eu me senti muito mal por isso e queria encontrar um pouco de paz, sair de casa e acalmar a mente.
Por isso, acabei me envolvendo com a NC em um momento no qual ainda estava tentando lidar com meus próprios sentimentos.
A falta de reciprocidade que comecei a sentir
Desde que comecei a conhecer a NC, eu tentava demonstrar que me importava com ela. Sempre que percebia que estava estranha, quieta ou incomodada com alguma coisa, perguntava se havia acontecido algo. Eu queria entender o que estava acontecendo e ajudá-la da maneira que pudesse.
Eu estava disposto a fazer o que estivesse ao meu alcance para vê-la bem.
O problema é que eu não sentia a mesma preocupação vindo dela.
Quando eu ficava mal, ela não costumava perguntar se estava tudo bem comigo ou se havia acontecido alguma coisa. Isso me machucava, principalmente porque não aconteceu apenas uma vez.
Em duas ocasiões, estávamos sentados em roda, conversando, e eu fiquei visivelmente abatido. Mesmo assim, ela não perguntou como eu estava.
Uma dessas situações me marcou especialmente. Na minha frente, ela disse ao Gui que ele sempre poderia contar com todos nós, que estaríamos ali por ele.
E eu realmente estaria ali por ele. Não havia problema algum nisso. O que me machucou foi pensar: e eu? Será que não tenho ninguém que esteja disposto a ficar ao meu lado quando eu não estiver bem?
Eu não queria que ela deixasse de se importar com o Gui. O que eu queria era sentir que ela também se importava comigo, que minha presença e meus sentimentos tinham importância para ela.
Aos poucos, comecei a me sentir sozinho dentro de algo que, para mim, deveria ser uma experiência compartilhada por duas pessoas que se gostavam.
O medo de causar problemas para ela
Outra coisa que me deixava mal era a preocupação com a diferença de idade entre nós. Como ela já era maior de idade e eu ainda era menor, eu tinha medo de que nosso relacionamento acabasse trazendo consequências negativas para ela.
Por causa disso, às vezes eu agia de maneiras que poderiam parecer estranhas ou até mesmo fazer com que ela se sentisse rejeitada, embora essa não fosse minha intenção.
Certa noite, estávamos em uma casinha de parquinho que existe no meu bairro. Eu estava sentado ao lado dela, com a mão na cintura dela, quando minha irmã apareceu para me chamar. Minha mãe havia pedido que eu voltasse para casa, e já eram aproximadamente dez ou onze horas da noite.
Quando percebi minha irmã se aproximando, tirei a mão da cintura da NC para fingir que estávamos apenas conversando normalmente.
Fiz aquilo por medo de causar problemas para ela, não porque tivesse vergonha de estar com ela ou porque não quisesse demonstrar carinho.
Entretanto, a NC me disse que havia ficado um pouco magoada com a minha atitude. Eu conseguia entender o motivo, porque, do ponto de vista dela, aquilo poderia parecer que eu estava escondendo nosso envolvimento por não querer ser visto com ela.
Eu queria resolver esse problema. Queria encontrar uma maneira de deixar nosso relacionamento um pouco mais aberto, sem precisar expor tudo para todo mundo de uma vez. Minha intenção era encontrar um meio-termo que respeitasse tanto meus receios quanto os sentimentos dela.
Porém, quando tentei conversar sobre isso, ela respondeu exatamente:
"Não precisa."
Aquilo me desanimou. Eu queria resolver as coisas da melhor maneira possível, mas senti que não havia espaço para tentar encontrar uma solução juntos.
Depois de acumular todas essas preocupações e mágoas, acabei me cansando da situação. Decidi que devolveria a xuxinha e terminaria o envolvimento.
O dia em que devolvi a xuxinha
No dia 27/09, aconteceu a situação que acabou levando à devolução da xuxinha.
Naquele dia, o Gui ficou um pouco mais tempo na praça conosco. Como ele morava longe, no final do bairro, a mãe dele pediu que alguém o acompanhasse até a metade do caminho.
Meu bairro é planejado e tem uma rua muito longa e praticamente reta. Estávamos presentes eu, a NC, o Gui, outro amigo nosso, o irmão dela e uma das irmãs dela — não a irmã que namora.
Em determinado momento, o Gui, a NC, o irmão dela e a irmã estavam caminhando mais à frente, enquanto eu e o outro amigo ficamos um pouco para trás. O pessoal da frente queria continuar até o final do bairro, mas eu não podia ir até lá.
Então, chamei o irmão da NC e entreguei a xuxinha a ele, pedindo que só a devolvesse à irmã quando todos chegassem em casa.
Foi dessa maneira que devolvi o objeto que, poucos dias antes, havia me deixado tão feliz.
Reconheço que errei na forma como fiz isso. Eu poderia ter devolvido a xuxinha diretamente à NC e conversado com ela sobre o que estava sentindo, em vez de tomar aquela atitude sem explicar tudo direito.
Sei que agir dessa maneira não foi a melhor escolha. Eu estava magoado, cansado e não sabia muito bem como lidar com tudo aquilo, mas isso não muda o fato de que eu poderia ter agido de outra forma.
Esse é um defeito meu que estou tentando corrigir: tenho dificuldade para conversar sobre o que sinto e, às vezes, acabo tomando decisões no impulso, quando deveria parar, refletir e tentar resolver as coisas por meio de uma conversa.
Não estou contando essa história para dizer que a NC é uma pessoa ruim ou que eu fui perfeito durante todo esse envolvimento. Estou contando porque quero organizar os acontecimentos, entender o que aconteceu e reconhecer tanto aquilo que me machucou quanto os meus próprios erros.
Agora meu amigo Guilherme vai contar o lado dele da história, já que foi ele quem recebeu a outra xuxinha da NC. Aqui está a versão dele sobre tudo o que aconteceu, desde antes de Miguel conhecer NC até os acontecimentos mais recentes.
Muito bem, continuando, continuando... Agora, a parte da história dele. Prazer, meu nome é Guilherme, e eu sou esse outro amigo que recebeu a outra xuxinha de NC.
Então, vamos dar início antes mesmo de eles se conhecerem. Uns três meses atrás, eu conheci NC na praça. Estava eu e um pessoal na rodinha brincando de vôlei. Estava tudo na boa; ninguém sabia jogar. Então, logo veio a irmãzinha pequena, que perguntou se ela e NC podiam brincar. O pessoal deixou, e nós brincamos por um bom tempo. Eu nem prestei muita atenção nela; fiquei mais na minha.
Aí, no outro dia, quando eu voltei do treino de atletismo, por volta das 17h30 da tarde, foi quando tive um pouco mais de interação com NC. Eu tinha chegado de Uber à praça e fui descansar um pouco no banco que ficava em frente à quadra de vôlei. Ficamos eu e os boys conversando, até que chegaram NC e o pessoal da família dela, brincando. Eram dois ou três irmãos, duas meninas e um menino.
Eles estavam brincando de vôlei na quadra, aí eu e os boys decidimos entrar nela só para ficar sentados mesmo. Ficamos conversando de boa. Então, perguntaram se queríamos brincar de queimado, e nós aceitamos.
Ao decorrer da partida, nós nem conversamos muito. Tivemos uns papos nas horas em que a partida parava; ela tirava onda comigo. Depois que nos sentamos para descansar, veio o povo perguntar se ainda íamos ficar por lá e pediram para tirarmos os times. Aí eu e ela ficamos apontando um para o outro para decidir quem ia tirar os times.
Eu nem sabia o nome dela. Só no dia seguinte fui descobrir, porque ela tinha passado o Instagram dela.
Então, nós conversamos bastante. Descobri que ela gosta de música, animes, desenhar, gosta muito de café e adora vôlei e futebol.
Eu não sei se fui muito idiota em me apaixonar tão rápido, porque senti que ela era a pessoa certa para mim. Ela gostava das mesmas coisas que eu gosto e fazia muito o meu tipo.
No dia seguinte, quando voltei para casa após brincar com NC e o pessoal, falei o que sentia por ela. Então, ela falou:
"Assim, boy... Eu acabei de sair de um relacionamento e não estou pronta para entrar em outro agora."
Eu entendi muito bem e decidi esperar, seguindo os conselhos dos meus amigos: esperar três meses, conhecer ela, saber do que ela gosta e descobrir o que ela sente. Só que nem isso eu fiz direito.
Foi aí que tentei agradá-la de todas as formas possíveis. Dei pulseiras, e uma delas era de um morcego, porque ela gosta muito do Batman. Ela ficou muito feliz, e eu adorava vê-la feliz. Aquele sorriso me fez acreditar que o amor ainda existia.
Então, fui de besta tentar de novo. Chegou até a ter alguns momentos em que ela deu em cima de mim e tudo mais. Teve uma vez em que ela até perguntou se tinha chance comigo. Eu apenas ri disso, porque não sabia se ela estava falando sério ou sei lá.
Nesse dia em que ela perguntou, eu estava com o pé machucado e não podia ir à praça. Ela estava até com saudades de mim, da minha presença.
No dia em que apareci novamente, conheci o namorado da irmã dela, que, por sinal, virou um grande amigo meu. Até hoje, nós fazemos raiva à namorada dele, fingindo que somos namorados. Vamos chamá-lo de PD e a irmã dela de NI.
Fiquei lá conversando e, depois, entrei para dentro da quadra e fui tirar onda com NC, perguntando se era verdade o que ela tinha falado. Ela apenas riu e nem respondeu. Então, tudo bem; fiquei calado e nós começamos a brincar.
Ela me deu um abraço, dizendo que estava com saudades. E assim foi.
Depois, falei para PD que gostava de NC. Ele já tinha deduzido que eu gostava dela e já sabia disso. NI também ficou sabendo, e os dois decidiram me ajudar a conquistá-la.
Alguns dias se passaram, e fui tentar me declarar novamente para ela. Fiz até um texto fofo, me declarando. Esforcei-me muito para escrever aquilo, mas, quando mandei, ela apenas falou que achou fofo, porém só gostava de mim como amigo.
Fiquei magoado com isso, mas entendi o lado dela.
Depois disso, acabei descobrindo que ela tinha um amigo mais velho, negro, muito forte e mil vezes mais lindo que eu. Toda vez que ele chegava perto dela para conversar, eu achava que os dois estavam namorando. Sempre que eu via aquilo, ficava triste.
Teve até um momento em que ela levou ele para a casa dela, que ficava perto da praça, para ficar conversando. Mas, na minha cabeça, eu pensava que eles estavam se pegando.
Então, perguntei a ela por que não tinha me avisado que ia para casa. Ela falou que esqueceu. Aí pronto, entendi e deixei de lado.
Esses dias, ela foi até ao cinema com ele, e eu fiquei com ciúmes, né?
Depois de alguns dias, decidi tentar novamente. Tentei fazer um bocado de cartinhas e, junto disso, ia fazer um buquê de flores de papel. Já estava quase tudo pronto; só faltavam algumas flores.
Em algum momento, acabei me cortando com uma faca enquanto fazia a comida para comer. Nem liguei muito na hora, porque estava admirando o que estava fazendo. Era a primeira vez que eu fazia algo tão especial para alguém.
Só que, quando fui olhar o Instagram dela, vi que havia uma aliança na bio. Meu mundo desabou naquele dia.
Fui direto contar para PD. Ele ficou com muita pena de mim. Então, decidi confirmar se ela estava namorando. Ela perguntou o porquê, e eu falei que era só por perguntar mesmo. Ela nem confirmou.
Foi aí que começou a postar fotos com ele nos stories e a ir para a praça. Fiquei com ódio e nem queria mais pisar lá. Teve alguns dias em que nem fui à praça; só ficava treinando mesmo.
Os dias se passaram, e decidi ir à praça brincar um pouco. Foi aí que ela veio falar comigo, depois de muito tempo sem me ver. Ela me abraçou e falou que tinha levado chifre.
Pelo que entendi, foi porque o namorado dela tinha ficado com a prima de um amigo dela. Então, achei bem feito.
Eu já estava pronto para tentar novamente, mais uma vez, mesmo depois de ter me machucado emocionalmente.
Fui agradando de pouco em pouco. Foi aí que tive mais intimidade com ela e descobri outras coisas: ela gosta de preto e gosta muito de matemática. Hoje em dia, ela faz faculdade de Matemática.
Ela continuou dando em cima de mim.
No dia da competição de atletismo, que teve os JERN's, Juverns e JEM's, se alguém que estiver lendo isso morar em Mossoró, talvez já tenha ouvido falar dessas competições.
Naquele dia, ficamos eu e PD no local da competição, fazendo raiva a NI no privado dela, pelo Instagram. Nós mandávamos fotos sem camisa para ela, e NC estava ao lado dela. Quando me viu sem camisa, fez uma cara que, como posso dizer, parecia uma cara de safada.
Aí pronto! Eu e PD ficamos conversando, a competição acabou e alguns dias se passaram.
Novamente, continuamos conversando de boa. Ao decorrer dos meses, teve um dia em que reencontrei um amigo que estudava na mesma escola que eu, quando estava no 7º ano, eu acho.
Eu o vi só de relance, mas não imaginava que era ele. No outro dia, ele veio apertar minha mão, e foi aí que me lembrei dele.
Lembrando que esse amigo é o mesmo que escreveu a primeira parte da história. O nome dele é Miguel.
Então, nós conversamos bastante. E o pior é que ele me seguia no Instagram, e eu nem sabia!
Aí fiquei sabendo, por um amigo dele, que Miguel estava dando em cima de NC. Fui confirmar com ele, e ele confirmou.
Foi aí que falei para ele que gostava dela. O bicho nem sabia, mas tudo bem.
Então, ele decidiu, como é que posso explicar... segurar um pouco para eu não me machucar. Ele até falou para NC que eu ainda gostava dela, só que ela nem se importou e não respondeu.
Então, chegou um dia em que os dois começaram a namorar. Ele nem se importou com os meus sentimentos e com como eu ficaria depois de saber que ele tinha ficado com a menina de quem eu gostava.
O meu erro não foi ter aberto os olhos e seguido os conselhos do meu amigo de 20 anos, que vamos chamar de VN. Ele estava tentando abrir meus olhos para eu perceber que ela não me queria e que só estava me iludindo. Mas o meu amor por ela era maior, e eu decidi não escutar.
Foi no dia em que Miguel e NC terminaram que aconteceram duas coisas. Uma delas, ele já explicou na parte do texto dele; a outra, que não foi por minha culpa, foi porque NC me deu a xuxinha.
Os dias passaram, e ela acabou não falando mais com nós. Depois de ter me iludido duas vezes, de ter jogado Miguel para escanteio e ainda ter jogado indiretas para ele, fazendo com que ele parecesse o errado nesse relacionamento, ficamos com bastante ódio dela.
Nesses dias, decidimos ir para a praça. Eu e Miguel fomos à quadra de futebol tirar onda com os meninos. Foi aí que vimos NC com um cara alto, mexendo com coisas erradas e bem coladinho com ela.
Ficamos com raiva, normal, porque, alguns dias antes de isso acontecer, ela postava nos stories:
"Estou fugindo do amor igual o diabo fugiu da cruz."
Está fugindo do amor o caralho! Está é atrás de homem, isso sim!
Aí ficaram eu, Miguel e VN conversando sobre isso. Miguel decidiu pagar um lanche para mim, para me animar um pouco.
Quando voltei para casa de bicicleta, vi NC e esse boy sentados no banco. Eles estavam virando na rua da casa dela. Já deduzi que iam fazer alguma coisa ou apresentar ele aos pais dela.
Aí, entre nós, ela já foi considerada rodada.
Inclusive, hoje mesmo, eu e Miguel estávamos na quadra. Ela passou por nós e nem olhou para a nossa cara. Eles até se sentaram perto da quadra, esperando alguém.
Eu encarei ela e tudo. Então, foi aí que ela foi para o outro lado da praça só para ver o namoradinho maconheiro dela.
Logo depois, os irmãos pequenos dela vieram brincar na quadra de vôlei. Eles iam brincar com nós, só que NC os parou.
Eu e Miguel estávamos na quadra e não dava para ouvir muito bem, mas já deduzimos que ela falou para eles irem brincar na outra quadra, que fica no Cidade Oeste. Tem o Cidade Verde e o Cidade Oeste, que são, vamos dizer, dois condomínios.
Então, ela mandou os irmãos irem brincar na quadra do Cidade Oeste só para não brincarem com nós.
Até hoje, os irmãos dela não falam com nós. Eles estão obedecendo a tudo o que ela mandar.
Nós xingamos ela de tudo quanto é nome, mas, claro, só quando ela foi para a outra quadra. Aí, o namoradinho dela foi também.
Para ser sincero, por mim, ela que se lasque! Fui iludido, sempre acabava no mesmo lugar e me machucava várias vezes.
Então, se ela engravidar, o problema já não é meu. Aí, depois, fica falando: "Homem é tudo igual".
Ela não soube me valorizar. Ela que tome no cu dela! Eu estava lá, pronto para dar o amor de que ela precisava, e o meu amigo também.
E, nesse mundo, não dá para confiar em ninguém.
Enfim, essa foi a minha parte da história. Espero que tenham compreendido o meu lado e o de Miguel.
Uma boa noite a todos!